Nova pagina 1

 
...que ele está em extinção no Brasil?


Não é verdade, mas esta pergunta exige algumas ponderações deste criador. 
Por seguidas vezes fomos consultados sobre esta questão. Simplificamos a resposta dizendo que aqueles que formavam o plantel antigo foram minguando mas novos exemplares importados estão dando novo fôlego à criação da raça no Brasil.
Neste espaço quero tratar com mais profundidade sobre este assunto.
O pequinês é nativo de terras brasileiras? Faz parte da fauna brasileira?
A resposta é não, ele seria originário da China e seu padrão foi sendo modificado pelos objetivos estabelecidos na criação da raça principalmente nos países ocidentais.
Concluímos então que o pequinês não está em risco iminente de extinção já que podemos importar novos exemplares e resgatar o plantel nacional.

Quero aproveitar e promover um debate que esta questão sugere neste momento.
Não deveríamos nos preocupar com a arara-azul; o mico-leão-dourado; o cachorro-do-mato-vinagre; o peixe-boi; as baleias; a exploração predatória de nossas matas, fauna e flora; o contrabando de animais silvestres; o desrespeito ao princípio fundamental do direito a vida dos animais e o sofrimento dos animais usados em laboratórios? E isto para ficar só em algumas questões sem levar em conta o que está ou não em extinção.
Insistir na tese da extinção do pequinês e, às vezes, subsidiar esta afirmação com comentários de criadores que foram pegos de sobressalto, e não puderam analisar com tempo e profundidade a questão é criar um fato onde não existe. Ao risco da extinção os criadores responderão com um programa de acasalamento para recuperar a raça. Mas insisto, esta não é uma questão relevante neste momento.
Imperativo no momento é a criação responsável da raça pequinês e de todas as raças de cães, gatos e outros animais. Também a posse respeitosa pela vida que a nós é dado o direito da convivência, sem dar tanta importância pela origem genealógica do animal. 
O momento é de reflexão sobre o destino dos nossos exemplares, como serão tratados, criados e acasalados. Qual o futuro dos descendentes que nasceram por nossa intervenção?
Lá na frente, daqui a alguns anos, eles não estarão com frio, fome, sede e com medo; caminhando sozinhos, abandonados por alguma rua, viela ou praça de alguma cidade de nosso país? Talvez você nunca veja nem saiba o que de fato aconteceu, mais isto serve de consolo a alguém?
Se nada disto te interessa e o amanhã é um tempo que não existe em suas preocupações com os animais, talvez você deva ponderar profundamente sobre a decisão de adquirir um deles para sua companhia.
Mas se você leu até aqui é porquê de alguma maneira este texto toca seus sentimentos mais profundos de amor e respeito à vida, e este modesto criador se arrisca a dizer que você está pronto(a) para esta responsabilidade.
Boa sorte na sua decisão.

Edson Carlos Dias Bárbara.
Alaor Azevedo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Canil Damabiah